A maior mudança tributária das últimas décadas já começou, e a empresa de engenharia está no meio dela. A reforma substitui tributos antigos por dois novos, IBS e CBS, e muda desde a alíquota até os campos da nota fiscal. Para quem trabalha por obra, com material e mão de obra em cada projeto, entender o que muda é o primeiro passo para não ser pego de surpresa.
Resposta rápida: a reforma tributária cria o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), num modelo não cumulativo com crédito sobre insumos. A transição vai de 2026 a 2033. Para engenharia, dois pontos importam: os profissionais liberais tiveram redução de 30% na alíquota, e o crédito sobre material e serviços tomados passa a depender de dados bem organizados. Sempre confirme o enquadramento com a sua contabilidade.
O que muda: de vários tributos para IBS e CBS
No modelo atual, uma empresa de engenharia lida com tributos como ISS, PIS e Cofins, cada um com sua regra. A reforma unifica a tributação sobre o consumo em dois: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios. O novo modelo é não cumulativo, o que significa que o imposto pago nos insumos (material, subcontratados) pode virar crédito, abatendo o que a empresa deve. Isso muda a conta: o que você compra e contrata passa a influenciar diretamente o imposto final.
Quando começa: a transição de 2026 a 2033
A mudança não é de uma vez. 2026 é um ano de teste: entra uma alíquota simbólica (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), compensada com o sistema atual, mais para adaptar sistemas e notas do que para cobrar. A substituição real acontece de forma gradual até 2033, quando o novo modelo passa a valer por completo. Ou seja, o momento agora é de preparação, não de pânico.
O que muda para a empresa de engenharia especificamente
- Redução de 30%: profissionais liberais, incluindo engenheiros, tiveram uma redução de 30% na alíquota em relação à cheia (estimada em torno de 26,5%). O enquadramento exato depende do regime, então confirme com a contabilidade.
- Crédito sobre insumos: como o modelo é não cumulativo, o material e os serviços tomados em cada obra podem gerar crédito. Quem organiza esses custos por projeto aproveita melhor.
- Novos campos na nota: desde janeiro de 2026, os documentos fiscais eletrônicos passaram a ter campos de IBS e CBS (como CST-IBS/CBS), exigindo dados corretos na emissão.
Como se preparar (o que está na sua mão)
A alíquota e o enquadramento são decisão da lei e da contabilidade. O que está na mão da empresa é a organização dos dados, e é aí que a maioria vai sofrer ou se dar bem. Para aproveitar o crédito sobre insumos, você precisa saber, por obra, o que foi comprado e contratado, com nota. Para emitir a nota certa, precisa dos dados da operação organizados. Um sistema que mantém a operação e o financeiro juntos facilita esse trabalho.
No ERP da Everflow, o material e os serviços de cada obra ficam vinculados à ordem de serviço, com a nota e o custo real. Essa organização por projeto é a base para a contabilidade apurar créditos e aplicar as novas regras sem caçar informação em planilha solta.
O que não muda: a importância de saber o custo por obra
Com ou sem reforma, a engenharia lucra quando enxerga o resultado de cada projeto. A diferença é que, agora, o custo por obra também vira base para o imposto. Empresas que já acompanham o DRE por obra chegam na reforma com meio caminho andado: os dados que mostram a margem são os mesmos que alimentam o crédito tributário.
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Perguntas frequentes
O que muda na reforma tributária para empresa de engenharia?
Os tributos sobre consumo passam a ser IBS e CBS, num modelo não cumulativo com crédito sobre insumos. Engenheiros, como profissionais liberais, tiveram redução de 30% na alíquota. Na prática, o material e os serviços de cada obra passam a influenciar o imposto, e a nota fiscal ganhou novos campos. O enquadramento exato deve ser confirmado com a contabilidade.
Quando a reforma tributária começa a valer?
A transição vai de 2026 a 2033. Em 2026 vale uma alíquota de teste (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), compensada com o sistema atual, para adaptar sistemas e notas. A substituição plena acontece de forma gradual até 2033.
Como a empresa de engenharia pode se preparar?
Organizando os dados: custo de material e serviços por obra, com nota, para aproveitar o crédito, e dados corretos para a emissão da nota. No ERP da Everflow, isso fica vinculado à ordem de serviço, o que facilita o trabalho da contabilidade. As decisões de enquadramento e alíquota devem ser alinhadas com o seu contador.
Conclusão
A reforma tributária não precisa ser um susto para a engenharia. Ela muda a conta e a nota, mas premia quem tem os dados organizados por obra, exatamente quem já controla custo e margem por projeto. O melhor preparo é operacional: manter material, serviços e financeiro de cada obra no lugar. Quer ver como o ERP da Everflow organiza isso? Fale com o time da Everflow.
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